nos jornais, nas falas amigas, nas mídias mendigas, brilhantes mas menos vivas
as opiniões ecoam e a liberdade é anunciada
e com pulsão desenfreada a liberdade voa
por ser coisa alada
zangam-se se eu não repito o grito e não me debato aos solavancos, esbarrando em outras pesoas,
empunhando as verdades de alguém que anunciou-se um líder, qual mito, cheio de intenções boas.
não marcho
eis minha culpa
não marcho
pois sofro fadiga da carne
antiga, passada, fajuta.
os sinos tocam. ainda os sinos tocam. sobre a libertinagem das casas e do encerrar-se do dia, os sinos ainda tocam,
para nos lembrar da novela, do arroz na panela, no desbotado constante no vermelho dos lábios dela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário