até quando douraremos em bronze,
penduraremos em quadros,
fantasmas de mestres passados
que do presente só viram a aurora?
até quando colaremos fartos alisando
nossos conjunto de cacos
que servem vontades de outrora?
é século vinte e um,
ainda escrito em romano,
é tempo de afirmação
dos inatos direitos humanos
que serviram para inibir, agredir, para involuir até agora.
proclamemos o uno direito de vivermos, por fim, nossa hora.
hora exata, na qual o homem se viu, se espelhou, se venceu
e diante de tanto cansaço já não pode animar o eu.
é hora de regressão.
mistura do homem à paisagem
não vale prosseguir viagem por linhas já antes previstas
é preciso alargar a vista
a procura do que se perdeu.