quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Meio dia na cidade que é a nova Belém, e o pajem, recolhendo as taças, pergunta se faltou alguém. Haverá mago, diz o rei e eu lhe respondo, se houver, trago. Mas o mago não vem. A noite é fria sobre a cidade, e a cidade espanta, a cidade acalca, a cidade mansa mostra por fim sua alma e todos os olhos cansam. Então a cidade acalma. Há pouco, de tanto pra ver!


Caminhei por debaixo do viaduto 
com a calma de um monge 
e a tristeza de um puto 
verdadeiro. 
Pudera eu fosse o primeiro, 
beirando a espera de um trem.