Meio dia na cidade que é a nova
Belém, e o pajem, recolhendo as taças, pergunta se faltou alguém. Haverá mago,
diz o rei e eu lhe respondo, se houver, trago. Mas o mago não vem. A noite é
fria sobre a cidade, e a cidade espanta, a cidade acalca, a cidade mansa mostra
por fim sua alma e todos os olhos cansam. Então a cidade acalma. Há pouco, de
tanto pra ver!
Caminhei por debaixo do viaduto
com a calma de um monge
e a tristeza de um puto
verdadeiro.
Pudera eu fosse o
primeiro,
beirando a espera de um trem.
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